
Qua, 28 Out, 02h31
Windows 7 tem cara de pedido de desculpas
Por Jocelyn Auricchio e Fred Leal
São Paulo (AE) - "Se não fosse pelo Windows Vista, não haveria o Windows 7." Embora a declaração de Michel Levy, gerente-geral da Microsoft Brasil pareça ter um certo orgulho, mas não é bem o caso. O Windows 7 veio com a dura missão de reverter o fiasco que foi a versão anterior do sistema operacional mais popular do mundo. Bem mais pesado do que o Windows XP, o Vista não só deixou muitos consumidores decepcionados como também causou enorme rejeição. Muitos usuários preferiram ficar com a versão mais antiga, o XP, a se arriscar pelo Vista, que deixava os PCs mais lentos.
O principal problema do Vista era o quanto ele exigia do hardware. O Windows 7 veio com a missão de resgatar a multidão que decidiu ignorar o Vista. "Ouvimos 8 milhões de consumidores e fizemos as modificações que eles pediram", disse Milton Beck, diretor da área de entretenimento e varejo da Microsoft. "Lançamos o sistema no momento em que a economia está aquecida", completa.
Esse otimismo com o novo sistema operacional também é partilhado pela indústria. "Com o Windows 7 e o aquecimento da economia, veremos o Natal que deveríamos ter visto ano passado", afirmou Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática.
MAIS SIMPLES - A Microsoft há muito fala em tornar o Windows mais amigável para o usuário comum, mas a proposta esbarra em incongruências como o excesso de confirmações exigidas antes de cada ação. O que vemos, na verdade, são ícones maiores e mais coloridos e a transformação dos "Meus Documentos" em "Bibliotecas de Mídia", que reúnem pastas diferentes sob o mesmo rótulo ("Imagens", "Músicas", "Vídeos" ou "Documentos").
O Windows Vista já havia introduzido em 2006 a maior parte das implementações visuais que tornam o Windows 7 tão diferente de seus antecessores. O padrão - chamado de Aero - é rico em transparências e esmaecimentos, com a diferença de que o Windows 7 consegue aplicar toda essa perfumaria sem sacrificar o desempenho da CPU.
A mudança mais significativa continua sendo na performance da máquina, que aproveita melhor o tempo ocioso do processador e usa a memória de forma mais eficiente. A estabilidade é evidente, mesmo após o uso contínuo do sistema e de aplicativos notoriamente pesados.
Em um teste, a reportagem manteve o Windows 7 rodando noite adentro em um notebook, enquanto funcionavam softwares de edição de vídeos, um tocador de músicas e um Media Player reproduzindo vídeos em alta definição ininterruptamente. Mesmo navegadores como o Firefox e o Internet Explorer, que sofrem grande perda de velocidade com muitas abas abertas, rodaram sem engasgos.
A Microsoft fez a sua parte e tentou retomar seu jogo. Resta saber se o consumidor irá pagar para ver.
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